'É uma decepção atrás da outra', diz Cássio, sobre decisão de Aécio; confira...


O ato do senador Aécio Neves (MG) que reassumiu o comando do PSDB nacional e destituiu Tasso Jereissati do cargo acirrou o racha no partido. O vice-presidente do Senado, o paraibano Cássio Cunha Lima, criticou a iniciativa, e disse que o mineiro vem protagonizando uma “decepção atrás da outra”. Cássio foi um dos tucanos que conduziu as discussões para que o Senado desautorizasse decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na punição imposta a Neves. Ele foi impedido de exercer o cargo e obrigado ao recolhimento noturno em decisão proferida cautelarmente pelo ministro Edson Fachin.

Nesta quinta-feira (9), Aécio Neves reassumiu o comando do partido e, depois de uma reunião com Tasso, determinou a sua restituição. Para o cargo, ele convidou o ex-prefeito de São Paulo, Alberto Goldman. A postura pegou de surpresa outras figuras do alto tucanato. “É preciso que a política brasileira mude radicalmente. E o que o senador Aécio fez não conta com minha aprovação. É uma decepção atrás da outra e nós vamos fazer a nossa parte no que diz respeito à mudança que o partido precisa, assim como todos os outros partidos precisam fazer, não é apenas o PSDB. São todos os partidos”, disse o senador em entrevista à CBN João Pessoa.

O senador paraibano também se disse alertado com as informações de que há mão do presidente Michel Temer no processo. Aécio Neves, há vários meses, se tornou o principal interlocutor do PSDB com o Planalto. Coube a ele negociar a participação da sigla no governo. Os tucanos têm o comando de quatro ministérios. Cássio disse que a partir de agora vai ficar atento à movimentação. Ele acredita que o gesto de Aécio vai fortalecer a candidatura de Tasso Jereissati para o comando da sigla. A convenção nacional do partido vai ocorrer no próximo mês. Jereissati vai defender o desembarque do partido. 

Presidente interino aponta conflito interno no PSDB
O presidente interino do PSDB, Alberto Goldman, defendeu nesta quinta-feira (9) unidade dentro da legenda e afirmou que qualquer “conflito interno” não ajuda. O ex-governador de São Paulo disse ainda que o futuro da sigla deve se sobrepor a “desejos pessoais”. Goldman assumiu a função no PSDB depois que o presidente licenciado da legenda, senador Aécio Neves (MG), destituiu Tasso Jereissati (CE) do cargo.

Fonte:  G1PB

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